domingo, março 15

BRASIL GOVERNO A classe política à espera do 15 de março

No último domingo, uma das frases marcantes do desastroso pronunciamento da presidente Dilma Rousseff foi a que ela admitia que o brasileiro "tem todo o direito de ficar irritado e preocupado" com o futuro do país. O resultado prático dessa irritação e preocupação serão conhecidos neste domingo, quando estão agendados protestos contra Dilma em mais de 200 capitais e cidades em regiões metropolitanas. O sucesso ou o fracasso dessas mobilizações deixaram a classe política em alerta na última semana. Para o Palácio do Planalto e o Partido dos Trabalhadores, o temor é óbvio: uma mobilização em massa levará a pressão contra o governo a níveis até hoje não testados. O contrário será usado pelo PT para martelar o discurso de que o panelaço da semana anterior foi uma reação da elite.
Do outro lado, setores da própria oposição hesitam sobre os rumos da crise, especialmente na economia. Mas a avaliação final foi que o embarque na onda dos protestos era inevitável. Na quarta-feira, o PSDB decidiu apoiar oficialmente as manifestações - desde que elas não levantem a bandeira doimpeachment de Dilma por enquanto. Líderes da sigla como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra (SP) adotaram discursos cautelosos. Só na sexta-feira o senador Aécio Neves (MG), derrotado por Dilma nas eleições do ano passado, divulgou um vídeo no qual declarava apoio às passeatas: "O próximo domingo será lembrado para sempre como o Dia da Democracia", disse.
Fonte: Revista Veja

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