quarta-feira, novembro 5

Dengue: Bahia tem três municípios em situação de risco e 27 em alerta

Bahia Notícias | Saúde
Relatório do Ministério da Saúde aponta que três cidades baianas em situação de risco para dengue. Santo Amaro, no Recôncavo, Iuiú, no sudoeste, e Itabuna, no Sul, correm risco de epidemia. No Brasil, 117 municípios estão na mesma situação. As informações são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta terça-feira (4).
Ainda segundo o relatório, das 51 cidades do estado que forneceram informações ao ministério, 27 estão em estado de alerta. São os casos de Cafarnaum, Ipibepa, Ipirá, Muritiba, Valença, Gaunambi, Araci, Dias D´Ávila, Ipupiara, Vitória da Conquista, Cruz das Almas, Simões Filho, Campo Formoso, Itaeté, Itapetinga, Matina, Gandu, Nordestina, Palmas de Monte Alto, Uibaí, Souto Soares, Seabra, Lauro de Freitas, Alagoinhas, Valente, Jequié e Pindaú.

Após acordo, Bahia terá dois CT's e dívida de R$ 23 milhões com construtora


A negociação está chegando ao fim. Nesta quarta-feira (5), após uma série de reuniões e discussões, a diretoria do Bahia assina o contrato em que readquire definitivamente o Fazendão, mantém a Cidade Tricolor e concretiza a compra de um terreno alternativo, que pode ser usado como via de acesso da pista principal ao atual local de treinos do elenco tricolor.
Após assinar o novo acordo, como determina o estatuto do clube, a diretoria do Bahia levará os detalhes da negociação com a construtora OAS pare aprovação do conselho deliberativo na noite desta quinta-feira (5).
Se aprovada, o Bahia passar a ter três patrimônios, além da obrigação de pagar R$ 23 milhões parcelados em dez anos (cerca de R$ 192 mil por mês) e transferir 8 milhões em transcons após pegamento da Prefeitura de Salvador quanto a desapropriação da sede de praia.
A OAS, responsável pela construção da Cidade Tricolor, em Dias D'Ávila, ainda que não tenha mais responsabilidade legal pelo espaço, vai dar continuidade a manutenção do CT até março de 2015. Valton Pessoa, vice-presidente do clube, admitiu que manter os dois CT's ou negociar um deles será missão do novo presidente, escolhido através de eleição direta provavelmente no dia 13 de dezembro
Segundo ele, o Bahia iniciou negociação com um clube europeu para selar uma parceria, visando a formação de jovens talentos e manutenção da Cidade Tricolor, mas não houve acordo.
INFOSAJ

terça-feira, novembro 4

Schmidt confirma permanência de Kleina até o final do Brasileirão


No estádio de Pituaçu, onde o Bahia realizou o segundo treinamento desta terça-feira (4), o presidente do clube, Fernando Schmidt, concedeu entrevista coletiva e comentou sobre as saídas do diretor Rodrigo Pastana e do gerente Marcos Vinícius.
Segundo o dirigente tricolor, o desligamento dos dois profissionais do departamento de futebol do clube foi feita em comum acordo. Ainda segundo o mandatário do Bahia, Pastanta e Vinícius entenderam que não eram mais capazes de ajudar o Esquadrão na reta final do campeonato."Eles não foram demitidos pelo Bahia. Os dois pediram para sair", explicou o dirigente que detalhou que o planejamento inicial era de que a dupla permanecesse no clube em 2015.

No bate-papo, Schmidt ainda confirmou que Gilson Kleina permanece no comando técnico do clube até o final do Campeonato Brasileiro. "Kleina e toda sua comissão técnica continuam. Ele possui um compromisso de alcançar o objetivo de manter o Bahia na primeira divisão", destacou o presidente.
Infosaj

Sem experiência no cargo, diretor de negócios assume futebol no Bahia


Conforme antecipado pelo Galáticos Online em primeira mão na noite de segunda-feira (3), o Bahia oficializou na tarde desta terça-feira (4) as saídas de Rodrigo Pastana e Marcus Vinícius do departamento de futebol do clube. Sendo assim, o diretor e o gerente, respectivamente, não fazem mais parte do quadro de funcionários no Fazendão.
Sem experiência alguma no cargo, Pablo Ramos, atual diretor de negócios do clube assume de forma interina a função até o dia 7 de dezembro, quando o Bahia encerra sua participação no Campeonato Brasileiro. Já as funções de gerência de futebol serão acumuladas pelo supervisor Lucas Magalhães.
Lênin Franco, coordenador da área, entra na lacuna deixada por Pablo na direção de negócios do Bahia. De acordo com um comunicado emitido pelo site oficial do Bahia, o clube conta com técnico Gilson Kleina até o final do Brasileirão, ou seja, o treinador permanecerá no cargo até o duelo com o Coritiba, no dia 7 de dezembro, no estádio Couto Pereira.
Infosaj

Atacante desfalca o Bahia contra o Goiás; zagueiro retorna ao time

Galáticos Online | Bahia
O técnico Gilson Kleina já tem um desfalque certo para a partida contra o Goiás, programada para o domingo (9),às 18h30 (de Salvador), no estádio Serra Dourado. Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o atacante Maxi Biancucchi está fora do embate. Por outro lado, o treinador contará com o retorno do zagueiro Demerson.
O jogador cumpriu suspensão automática contra o Palmeiras e deve voltar a titularidade na partida de domingo. Outros dois jogadores serão reavaliados pelo departamento médico nesta semana para saber se terão condições de atuar contra o time goiano. 
O zagueiro Titi e o volante Bruno Paulista, que também ficaram de fora da partida contra o time paulista, são dúvidas para o duelo com o Esmeraldino. O Bahia volta aos treinamentos nesta terça-feira (4), quando será iniciada às atividades visando o jogo contra o Goiás.

Reub confirma que pode disputar presidência e destaca racha no Bahia


O ex-diretor administrativo financeiro do Bahia, Reub Celestino, deixou o clube há cerca de dois meses, mas conhece muito bem tudo o que acontece dentro do Fazendão. Em entrevista ao programa 'Donos da Bola', o dirigente afirmou que existe um 'racha' no Tricolor e este seria um dos motivos para a sua saída.
"Acho que está havendo fatiamento, pelo o que vinha acontecendo de certo modo. O presidente não participa disso. É muito elegante, sério, não partiicpa dessa divisão. Se você perguntar qual o candidato dele, ele não vai dizer nunca. Mas claro que existem grupos querendo mandar no Bahia, de qualquer forma e a todo custo. Isso contribuiu para o meu desgosto também, esse tipo de comportamento que existe lá dentro", destacou.
Questionado sobre uma possível candidatura na disputa presidencial que acontece no final do ano, Reub disse que existe a possibilidade de concorrer ao pleito. "Quando saí do Bahia em setembro, disse a imprensa e amigos que não interesava ser presidente, vice ou diretor do Bahia. Estava chocado.

Roubar hoje no Brasil é muito bom

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, condenado no processo do mensalão, deixou o Centro de Progressão Penitenciária de Brasília (CPP), na manhã desta terça-feira e foi descançar em sua casa.
Roubar hoje no Brasil é muito bom, você vai prá cadeia passa alguns meses e vai cumprir a pena em casa no conforto da família,
o exemplo são os condenados do mensalão: Genuino e Dirceu já estão em casa e outros serão também benficiados, todos do PT.
Foi o mensalão agora vem o petrolão, que certamente os que serão indiciados e condenados terão o mesmo destino, cadeia e o cumprimento da pena será em regime domiciliar, certamente todos do PT.
Os dois delatores do petrolão tem apontado muitos políticos: deputados, senadores e governadores, certamente o número de acusados serão bem mais que os do menslão e já está todo mundo preocupado e de orelha em pé. É uma pena que esse processo de condenação seja demorado, afinal é a lei. É bom lembrar que no bojo das denuncias tem algumas empreiteiras.
Diante de tantas subtrações, do dinheiro público que são desviados não retornam aos cofres públicos de origem.
Da redação.

segunda-feira, novembro 3

“O Brasil perdeu o medo do PT”, diz Aécio

O candidato tucano tinha fortes razões para acreditar que venceria, mas reagiu rapidamente à derrota e se prepara para voltar a enfrentar Dilma como líder da oposição


O OPONENTE - Dois dias depois da derrota, Aécio Neves gravou um vídeo para ser distribuído nas redes sociais. O tom conciliatório do candidato vencido, exibido no discurso de domingo, deu lugar ao do oponente pronto para o combate
O OPONENTE - Dois dias depois da derrota, Aécio Neves gravou um vídeo para ser distribuído nas redes sociais. O tom conciliatório do candidato vencido, exibido no discurso de domingo, deu lugar ao do oponente pronto para o combate      (Ricardo Moraes/Reuters)
Pelo telefone, a voz de Aécio Neves em nada se parece com a do candidato vencido que, no domingo, ao assumir a derrota, discursou em tom abatido por pouco mais de dois minutos. O timbre mudou — é de novo o de alguém em combate. De sua fazenda em Minas Gerais, o tucano falou a VEJA sobre os erros da campanha, os planos para o futuro e o novo país que ele acredita ter saído destas eleições.
retendo usá-lo para cumprir minha parte no que será a missão do nosso partido a partir de agora: ser a voz e o sentimento de mais de 50 milhões de brasileiros que demonstraram com a contundência do voto que estão cansados da incompetência e dos desvios éticos desse grupo que está no governo. Desvios éticos que na eleição ficaram ainda mais patentes como o modo de ser deles. O uso despudorado da máquina pública e o terrorismo com que o PT intimidou os eleitores são manifestações de uma mesma visão de mundo, a de que eles são donos do país e podem fazer impunemente tudo o que quiserem. Essa violência não tem paralelo na nossa história democrática. Foram cruéis com os eleitores ao mentir descaradamente para eles. Na baixeza para com seus adversários,

o PT estabeleceu também um novo e degradante patamar. Primeiro o Eduardo Campos e depois a Marina Silva foram tratados não como adversários políticos com visões diferentes das deles. Foram tratados como inimigos da humanidade, como seres humanos moralmente defeituosos, maus e insensíveis. Uma eleição ganha dessa maneira diminui o Brasil perante o mundo e perante nós mesmos. A torpeza de métodos do PT depois se voltou contra mim com toda a força, o que me fez pensar com mais carinho em Eduardo e Marina, pessoas decentes, figuras públicas com contribuições sociais extraordinárias para o povo brasileiro, destroçadas sem dó pela máquina do PT. Mas essa campanha produziu um avanço importante. Enquanto o PT envenenava o horário eleitoral, surgia nas ruas uma reação espontânea de resistência cívica popular. As pessoas retomaram as ruas, redescobriram a coragem. Finalmente, depois de tantos anos, o Brasil perdeu o medo do PT.
A vitalidade que esta campanha injetou nas pessoas é uma força que não se dissipará facilmente. Ela vai nos manter unidos. Esse Brasil sem medo do PT
vai ser percebido logo pelo governo. A sociedade está muito mais atenta, vigilante e serenamente imune ao discurso raivoso dos petistas. A oposição saiu revigorada desse processo. Estou pronto para assumir meu lugar nela.

Os 51 milhões de brasileiros que se puseram na oposição nas eleições esperam que seus representantes no Congresso sejam vigilantes e firmes. Que se oponham ao governo, e não ao país. Seremos firmes porque nossos eleitores reprovaram nas urnas os métodos do PT, sua visão de mundo, seus desvios éticos, a forma como compõe o governo e a forma como governa. Não vamos permitir que o governo desvie a atenção dos brasileiros do maior escândalo de corrupção da nossa história, o da Petrobras.
VEJA

Agerba garante que oito ferries vão operar durante o Verão

correio.com.br | Infosaj
 Apesar dos novos ferries que se juntaram ao sistema, totalizando nove embarcações, as filas de carro ainda são o pé no calo da Agerba, a agência que regula  o serviço. Eduardo Pessôa, diretor da Agerba, diz  que as filas existem por dois motivos: primeiro porque os novos ferries ainda estão em operação assistida e não operam o tempo inteiro; segundo, porque algumas das outras embarcações passam por manutenção e reparos.
Mas, garante Pessoa, oito ferries estarão em operação durante o Verão. A única exceção seria o Pinheiro, que vai passar por troca de motor. Por outro lado, o Agenor Gordilho volta após reforma estrutural e troca de motores.
“Todos passaram ou estão terminando a manutenção. Alguns ganharam motores novos”. 
Segundo Pessôa, um consultor da Agerba passará a observar o plano de manutenção apresentado pela Internacional Marítima, que opera o sistema. “Vamos cobrar o cumprimento do plano. Estrutura, mecânica e parte elétrica serão acompanhadas”.   
 

Na zona, Bahia perde e se complica na Série A

O temor de cair para segunda divisão continua pairando sobre a cabeça do torcedor do Bahia. Aliás, depois da rodada deste domingo (2), com uma carga maior. Na Fonte Nova, diante do concorrente direto e desfalcado Palmeiras, o tricolor baiano não conseguiu fazer o dever de casa, perdeu para o time paulista por 1 a 0 e segue com os dois pés na zona do rebaixamento.
Faltando apenas seis rodadas para o fim do campeonato, o Bahia está três pontos atrás do primeiro time fora do Z4, que o Vitória, mas com dois triunfos a menos. Ou seja, para sair da zona, será necessário pelo menos mais duas rodadas, mas sempre dependendo de tropeços dos concorrentes.
Com mais uma semana de prepação, o Bahia só volta a jogar no próximo domingo (9), às 18h30, contra o Goiás, no Estádio Serra Dourada.

domingo, novembro 2

Corinthians empata e vê Libertadores mais longe

Depois de servir a seleção brasileira, Elias deve retornar ao Corinthians diante do Atlético-MG
Elias, autor do primeiro gol do Corinthians
Após quase um mês longe de casa, o Corinthians voltou a Itaquera na noite deste sábado para enfrentar o Coritiba e empatou em 2 a 2 após terminar o primeiro perdendo por 2 a 0. O gol de empate, marcado pelo volante Bruno Henrique após cobrança de escanteio, saiu apenas aos 49 minutos do segundo tempo. Com o decepcionante resultado contra uma equipe que luta para não ser rebaixada, o Corinthians chegou aos 54 pontos e caiu para a sexta posição da tabela e vê a vaga à Copa Libertadores ficar mais distante

Sergio Moro, o juiz na mira dos acusados do petrolão

Os envolvidos no escândalo que desviou bilhões da Petrobras se movimentam para impedir o avanço das investigações. O alvo principal é o magistrado responsável pelo processo

Daniel Pereira e Robson Bonin
INDEPENDENTE - Sergio Moro: o trabalho do juiz provocou protestos da presidente Dilma Rousseff, que reclamou da realização de interrogatórios durante a campanha eleitoral
INDEPENDENTE - Sergio Moro: o trabalho do juiz provocou protestos da presidente Dilma Rousseff, que reclamou da realização de interrogatórios durante a campanha eleitoral (VEJA)
A história recente do Brasil tem algumas lições para o juiz federal Sérgio Fernando Moro. 
Relator do processo do mensalão, o ex-ministro Joaquim Barbosa recebeu do PT a alcunha de traidor e foi atacado, de forma impiedosa, antes mesmo de decretar a prisão da cúpula do partido. Autor do pedido de condenação no caso, o então procurador-geral Roberto Gurgel foi transformado por petistas e asseclas em personagem de uma CPI, sendo ameaçado, inclusive, com um processo de impeachment. Os dois resistiram, e o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os mensaleiros. Descrita como “ponto fora da curva”, a decisão, em vez de atenuar, agravou uma lógica perversa -- quanto maior o esquema de corrupção, maior o peso de certas forças para engavetá-lo. Moro agora é quem carrega as responsablidades que foram de Barbosa e Gurgel. Ele está na mira dos interesses contrariados.
Veja

sábado, novembro 1

Quatro meses após a eliminação do Brasil, Parreira compara 7 a 1 com o 11 de setembro

Bahia Notícias | Infoaj
Técnico campeão mundial em 94, Carlos Alberto Parreira deu uma entrevista ao canal Sportv nesta sexta (31), onde comentou sobre a goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil no confronto contra a Alemanha, nas semifinais da Copa do Mundo desse ano. Para o coordenador técnico da seleção no último mundial, a derrota sofrida pela sua equipe parecia uma ficção e comparou o momento com a queda das Torres Gêmeas do World Trade Center, ocorridas nos ataques terroristas do 11 de Setembro de 2001.
 
“Não dá para sentir nada, você não acredita. É igual as torres gêmeas, caiu a primeira torre e você não acredita, acha que é ficção. Achei que ia parar no cinco - declarou, ao ser perguntado sobre o que aconteceu naquela tarde em Belo Horizonte” afirmou Parreira no canal Redação Sportv, justificando o dia como um apagão completo da equipe canarinho. “Foi um apagão, um descontrole total do time. Não tem como explicar. Nosso time era bom, não era a melhor equipe, mas não era para ter sido o 7 a 1” completou.

Dilma tem dois meses para mudar estilo de governar'

Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves afirma que a presidente reeleita tem de adotar nova forma de negociação com o Congresso imediatamente e descarta assumir um ministério no ano que vem

Marcela Mattos, de Brasília
Presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves
MÁGOA – O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte: "O Lula nunca tinha visto o Robinson na vida dele. Se amanhã passar do lado, acho que o Lula nem o reconhece mais" 
'De fora da janela do Palácio do Planalto há um país dividido. E tem de se ter muito cuidado para que amanhã não haja uma crise. Agora tem de se calçar a sandália da humildade'
Na primeira semana depois das eleições, o Congresso Nacional deu um claro recado à presidente reeleita Dilma Rousseff (PT): derrubou o decreto bolivariano que criava conselhos populares em órgão públicos, convocou ministros e a presidente da Petrobras, Graça Foster, para prestar esclarecimentos em comissões e ensaia desengavetar propostas que causam dor de cabeça ao Planalto, como o chamado Orçamento Impositivo. Para Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, Dilma precisa saber “conversar e “compartilhar mais” já nos próximos dois meses, quando encerra seu primeiro mandato. “Não pode ser como vinha sendo: o PT escolhendo o que quisesse, principalmente os melhores ministérios, e deixando o resto para os outros. Não pode e não deve ser assim. A presidente Dilma tem dois meses para provar que as coisas não vão ser assim”, afirmou. Depois de onze mandatos na Câmara, Alves foi derrotado na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte e ficará sem mandato em janeiro. Nos últimos dias, seu nome passou a figurar na bolsa de apostas do futuro ministério de Dilma, o que ele descarta. Mas, como reza o anedotário político de Brasília, quando se quer um cargo de ministro, o melhor a fazer é afirmar justamente o contrário – diz a máxima que, a partir daí, seu nome passará ser lembrado constantemente.
Veja

Sanar rombo fiscal exigirá de Dilma os ajustes que tanto criticou na era FHC

Após déficit fiscal histórico, presidente se encontra em encruzilhada: ou adota políticas antiinflacionárias, ou país poderá assistir a fuga de investidores

Luís Lima e Ana Clara Costa
A presidente da República e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), durante coletiva onde explica os planos do governo para a melhoria no serviço de internet banda larga no Brasil. A entrevista é realizada no hotel Renaissance, em São Paulo (SP), nesta segunda-feira (20)
Dilma Rousseff 2.0: reformas terão de vir a galope 
Em sua campanha para a reeleição, a presidente Dilma fez uso de inúmeras armas de propaganda contra o candidato tucano Aécio Neves. Um dos temas preferidos da presidente era a comparação com os anos do governo Fernando Henrique Cardoso. Em debates e vídeos veiculados na TV e na internet, Dilma pintava que a gestão do ex-presidente havia sido marcada por desemprego, juros altos e arrocho salarial, além de ajustes econômicos que nada faziam além de prejudicar o consumo. Menos de uma semana depois de ser reeleita, a situação que se desenha na economia brasileira mostra números piores que os previstos. Diante deles, o governo não terá alternativa além de fazer aquilo que tanto criticou no adversário: subir juros e colocar em prática políticas de ajuste fiscal.
aumento dos juros foi anunciado pelo Banco Central na quarta-feira, apenas três dias depois das eleições. Já o resultado das contas públicas de setembro dá conta da gravidade da situação: a diferença entre os gastos e a arrecadação federal ficou negativa em 20,4 bilhões de reais. No acumulado do ano, está 15,7 bilhões de reais no vermelho — o pior rombo da história. Isso significa que, no apagar das luzes de 2014, nada sobrará para o pagamento dos juros da dívida pública. A Fundação Getulio Vargas prevê que o resultado fiscal fique negativo em 0,5% do Produto Interno Bruto. Ou seja, o país terá de aumentar seu endividamento para conseguir honrar o pagamento dos juros. "Chegamos a um ponto lastimável. Isso é ruim do ponto de vista de controle de inflação, de credibilidade de política econômica e de sustentabilidade de dívida pública", afirma Silvia Matos, economista do Ibre, da FGV.
Veja